Aromatologia

O que é Aromatologia?

 

    Trata-se de um ramo, dentro da fitorerapia – área da ciência que se dedica a estudar o uso medicinal dos vegetais – que trabalha com tratamentos, que se baseiam no uso de aromas diversos e seus respectivos efeitos sobre a saúde do indivíduo.

 

    É considerada uma terapia holística, isto é, advinda do holismo – que trata qualquer problema ou questão, através de um olhar global, e não específico.

 

   São utilizados para a aromatologia os óleos essenciais de plantas, obtidos de determinadas plantas, chamadas aromáticas. Podem ser aplicados de forma pura e isolada, ou combinadamente, em mistura a outros aromas, para benefícios específicos.

 

 

 

A história da aromaterapia pode ser resumida em quatro grandes épocas.
           
A primeira é aquela no curso da qual eram utilizadas as plantas aromáticas como são:

 

      Na alimentação, inicialmente sob a forma de macerações e, em seguida, em infusões ou decantações.

 

        A segunda na qual as plantas aromáticas eram queimadas ou postas para infundir ou macerar em um óleo vegetal. Nesta época, surgiu a noção de atividade ligada à substância odorificante.


   Durante a terceira época, interveio a pesquisa de extração desta substância odorificante. É o nascimento do conceito de “óleo essencial” que resultou na criação e no desenvolvimento da destilação.


         Por fim, no período moderno, no qual o conhecimento dos componentes dos óleos essenciais é levado em conta para explicar as atividades físicas, químicas, bioquímicas e, recentemente, eletrônicas dos aromas vegetais.
 
O que são óleos essenciais?

 

    Tratam-se de substâncias, altamente concentradas, que são voláteis. Seus princípios ativos – ou efeitos – podem variar, de acordo com a composição química de cada óleo. Nos óleos essenciais, há variação de cada uma de suas características, ou seja, cada óleo tem seu aroma, sua densidade e sua cor.

 

Como funciona a aromatologia?

 

    Como, em geral, os aromas envolvidos na aromaterapia são muito agradáveis, agem imediata e diretamente no sistema nervoso central, o que leva o organismo a produzir mais ou inibir determinados hormônios, mediadores químicos orgânicos, ou secreções, que acabam por resultar em modificações da saúde.

 

 

Que tipo de efeitos pode provocar a aromatologia?

 

     A aromatologia, sem sombra de dúvidas, pode chegar a resultar em grandes efeitos mentais, emocionais e até mesmo físicos. Alteram a pressão sanguínea, o humor,   respiração, a frequência cardíaca, ajudam na concentração, entre muitos outros.
     Como é uma estimulação natural ao toque e ao olfato, é muito eficaz no combate ao estresse, a ferimentos, à insônia, à menopausa, à tensão pré-menstrual etc.

 

 

Há riscos para a aromatologia?

 

    Sim, como vimos anteriormente, como a aromaterapia pode provocar uma série de interferências orgânicas, é imprescindível que se recorra a profissionais especializados, tanto para prescrever as essências e combinações, quanto para orientar a aplicação e posologia. Dessa forma, os  benefícios serão imensos.

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Como os aromas nos influenciam?
(A Psicoaromatologia dos OE)

 
     Os nervos olfativos terminam numa região do cérebro que não usa o mesmo tipo de lógica dos nossos centros do intelecto. Embora os odores formem um tipo de sistema de comunicação, não podem constituir uma linguagem, pois funcionam por associações e imagens e não são analíticos. Esta área é chamada de sistema límbico.

 

   O sistema límbico envolve uma área do nosso cérebro relacionada com a nossa memória e os instintos mais primários de sobrevivência que herdamos do reino animal como: fome, sede, sexo, defesa.

 

  Os cheiros agem justamente nesta área, estimulando reações comportamentais positivas ou negativas, podendo com isso auxiliar a trabalhar traumas, distúrbios de personalidade e alterações comportamentais.

 

   Foi descoberto em 1992 que os sesquiterpenos dos óleos essenciais possuem a capacidade de romper a barreira sanguínea do cérebro afetando a amídala, que é a área do cérebro que grava e relembra traumas emocionais. O Dr. Joseph Ledoux da Universidade médica de Nova York percebeu que o efeito de óleos essenciais inalados sobre a amídala pode auxiliar na liberação de traumas emocionais guardados.
Cada doença possui uma relação específica com características psicossomáticas e neste ponto é onde a psicoaromaterapia possui sua mais potente ação, podendo ajudar no clareamento mental das condições psíquicas que tem gerado as doenças. 

 

    Cada pessoa reage aos aromas de uma maneira diferente. A qualificação que damos ao cheiro depende de questões sociais, gostos pessoais, experiências relacionadas com os cheiros, o tipo de alimentação que temos e hábitos de vida. Mas existem reações específicas a cada cheiro memorizados e guardados como uma carga genética e que trazemos como herança de nosso processo evolutivo da natureza.

 

    Ao longo de milhares de anos os seres vivos foram evoluindo. Durante este processo evolutivo eles foram retendo memória de experiências vividas não só espiritualmente, mas também em sua carga genética. A maior parte desta informação genética está vinculada no cérebro diretamente ao sistema límbico.

 

     De fato, em 2004, Richard Axel e Linda B. Buck foram laureados com o Prêmio Nobel de Medicina por terem descoberto uma família de genes (cerca de 1.000 genes ou 3% do genoma) intrinsecamente relacionados à capacidade olfativa. A memória olfativa é, comprovadamente, a maior memória que o ser humano tem.

 

     Portanto cada cheiro, cada som, cada cor e cada toque e expressão facial tem um significado que nós seres humanos não precisamos aprender decifrar, já nascemos sabendo devido a esta carga de informação. Ninguém precisa ensinar a uma criança o que significa sorrir, ou que temos que fazê-lo para expressar alegria. Assim, o som de pássaros tranquilos nos acalma, barulho alto assusta (vemos isso na reação dos cães com fogos de artifício), cheiros de ervas e florestas acalmam, cheiros quentes e picantes estimulam, e assim vai....

 

    Existem outras relações de memória de cheiro no nosso inconsciente que fogem da nossa carga genética: São os vínculos de cheiro e experiências ao longo da nossa vida. Por exemplo, o cheiro do perfume de uma pessoa que nos marcou muito. Quando sentimos este cheiro, seja na rua ou em um restaurante, vamos sempre lembrar daquela pessoa.
      A palavra “essência” foi escolhida pelos antigos alquimistas para designar aquilo que eles acreditavam ser a “alma” ou “essência espiritual” da planta. Eles acreditavam que o óleo essencial destilado fosse uma parte etérea-física desta alma e que concentrasse fortemente a memória e energia daquele ser vegetal. Seria como se fosse possível ter um elemento intermediário entre o plano sutil e o denso, e este elemento seria o cheiro, neste caso das plantas o seu óleo essencial.

 

     Eles não estavam tão errados. Cada planta ao longo do seu processo evolutivo foi criando e desenvolvendo um cheiro particular, só seu, de acordo com as experiências que ia vivendo. Vemos isso nos quimiotipos (raças químicas dos óleos essenciais). De acordo com o meio ambiente ao seu redor, a planta desenvolve uma química nova em seu corpo que acaba expressando de maneira energética e aromática o que podemos chamar de “espelho da alma”. Bem, os animais e nós seres humanos fazemos isso também. Note isso quando você entra num processo de tensão e o cheiro de seu corpo se altera. Esta relação de mudança de cheiro e estado de espírito é o que denominamos de “espelho da alma” e o cheiro passa assim a ser “reflexo do espírito”.

 

     Você já notou que cada pessoa tem um cheiro? Às vezes falamos: meu cheiro não bate com o de fulano de não gosto do cheiro dele, ou adoro sentir o cheiro dele, ou dela. O que é isso? Nosso estado mental e nossas emoções alteram nosso metabolismo e o cheiro que exalamos muda, assim como acontece com as plantas que sob diferentes tipos de
fatores estressantes do meio ambiente, geram diferentes tipos de óleos
essenciais (quimiotipos).  

 

     Isto é um fator importante para ser avaliado para as aplicações terapêuticas dos óleos essenciais. Podemos dizer que se uma planta nasce num ambiente estressante, submetida ao ataque de fungos, lagartas ou cochonilhas, esta planta cria um certo aroma para repelir estas pragas e conseguir salvar sua vida. Assim, quando nós seres humanos estarmos vivendo um tipo de stress semelhante em nossa vida, quando somos atacados pelos nossos pensamentos, devorados pelas nossas preocupações, seja no trabalho ou família, e não conseguimos resistir de forma adequada a isso tudo, está na hora de reaprender a se readaptar, a fazer como a planta fez, criando atitudes e comportamentos que irão afastar estes miasmas mentais que geram doenças. Ao utilizarmos o óleo de uma planta que viveu tal tipo de stress, absorvemos sua energia, seu padrão, entramos em contato direto com a sua “essência” (alma). Assim, reaprendemos de forma sutil, energética, como no uso da homeopatia ou da terapia floral, a reagir de uma outra maneira aos fatores do meio ambiente e a doença deixa de ser uma realidade.       

 

     O cheiro é um fenômeno social, o qual recebe diferente atenção e valores particulares em culturas diferentes. Os odores formam as bases (inconscientes) das hierarquias das classes sociais. Podem reforçar estruturas sociais ou transgredí-las, unir povos ou dividi-los, fortalecer ou enfraquecer. Também, as diferenças de odores corporais definem relacionamentos e amizades, maridos e esposas.
     

     Experimentos do Centro Monell de Sensações Químicas revelaram como o cheiro de ratos esta ligado à sua imunologia, demonstrando as leis físicas da atração dos opostos. Como os outros animais, o rato procura um parceiro com um tipo imunológico diferente, realmente o mais diferente possível, presumivelmente para criar um vasto número de imunologias para a sobrevivência da espécie. O rato identifica o tipo imunológico do parceiro pelo cheiro.
         

     O Prêmio Nobel ganho pelo imunologista Niels K. Jerne foi pela interpretação da busca humana pelo parceiro como essencialmente uma busca por uma compatibilidade imunológica, mais especificamente por alguém do sexo oposto com um compatível (sustentável, não necessariamente igual) sistema leucócito-antígeno humano. Não só o cheiro é um fator de atração sexual nos seres humanos, como experiências clínicas demonstraram que relações entre pessoas com odores incompatíveis acarretam relacionamentos sem sucesso. Os necessários ajustes olfatórios e imunológicos entre os casais é fundamental, não cosmético. Durante a intimidade de uma relação sexual milhares, senão milhões de substâncias celulares - pele, cabelo, saliva, suor, fluídos sexuais e germes – são trocadas. Este é o maior desafio imunológico para o sistema imunológico de ambas as pessoas. Por mais que hoje o homem e a mulher escondam-se atrás de perfumes, fragrâncias e outros artifícios para atrair o sexo oposto, a verdadeira compatibilidade imunológica jamais poderá ser substituída ou enganada, pois no final, intimamente ferormônios e outras secreções odoríferas do corpo estarão sendo trocadas e consecutivamente determinarão o laço de compatibilidade ou não entre os parceiros e um casamento feliz e duradouro. 

 

     Recentes trabalhos de Martha McClintock´s mostraram que uma mulher é capaz sentir e identificar mínimas diferenças no cheiro do tipo imunológico masculino. O imunotipo é conferido por alelos HLA, os genes que conferem imunidade em humanos e determinam nosso cheiro individual. Nós temos a tendência a preferir o cheiro de pessoas que possuem alelos HLA diferentes dos nossos. Isto acontece devido à busca na natureza por tipos genéticos que possam conferir vantagem imunológica à raça. Nós tendemos a ser repelidos e repelir pessoas com o mesmo imunotipo (alelos HLA) que o nosso. Isso é como nós definimos nossas bases de preferências olfativas para nossos relacionamentos.   
     Nossas glândulas apócrinas situadas em nossas axilas secretam componentes que virtualmente são inodoros. Eles vem a tornar-se odoríferos pela ação de bactérias que vivem em nossas axilas. As moléculas dos HLA (citadas anteriormente) não são muito voláteis e podem influenciar nosso cheiro pela ligação com seqüências de peptídeos, que são secretados e sofrem ação de bactérias em nossa pele que acabam tornando estas moléculas então voláteis e sensíveis de cheiro. Os genes HLA podem influenciar específicas populações de bactérias que vivem em nossas axilas, que então metabolizam nossas secreções de diferentes formas criando diferentes cheiros.      
           
   Os aromas podem interferir na personalidade quando os usamos por tempo prolongado. Eles podem até possibilitar crescimento espiritual, mas isso só é alcançado se fazemos a nossa parte, se nos dispomos a mudanças reais em nossa vida que eles podem estimular a um despertar.

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