A HISTÓRIA DE MAHA GANGA

Um Conto Hindu

Ganga nasceu como a filha mais velha de Himavan, o rei dos Himalaias. Ela não era apenas bonita, mas também tinha o poder de purificar qualquer coisa que tocasse. Essa qualidade fez dela uma favorita entre todos, especialmente dos Devas (Deuses). Liderados pelo Senhor Brahma, eles vieram até Himavan pedindo-lhe para deixar Ganga ir com eles para o reino celestial.

O rei Himavan ficou entristecido com esse pedido, mas pelo bem maior dos três mundos concordou em separar-se de seu primogênito.

Ele abençoou a filha para ir com eles e disse-lhe para servi-los obedientemente.

Mas na ausência de Ganga, tornou-se impossível para as pessoas viverem pacificamente na terra. Os Asuras (demônios), que se esconderam no oceano durante o dia, saíram à noite e começaram a assediar todo mundo. Não sabendo o que fazer, as pessoas decidiram se esconder em cavernas.

 

Mas o Senhor Brahma e os Devas, sentiram simpatia pelo povo da terra e decidiram ajudá-los a encontrar e conquistar seus misteriosos torturadores.

Eles foram ao Senhor Vishnu, o sustentador dos três mundos, para pedir orientação. O Senhor Vishnu disse a eles que a única maneira de derrotar os Asuras era secar o oceano em que se escondiam. Ele então disse que o Sábio Agastya era o único capaz de fazer esse trabalho.

Foto via sanatansociety.com

Foto: via hinducosmos.tumblr.com

Ouvindo isso do Divino Protetor, os Devas liderados pelo Senhor Brahma foram ver o Sábio Agastya.

O grande sábio concordou em ajudar os Devas bebendo o oceano. Isso expôs os Asuras, ajudando os Devas a vence-los. Os Devas imploraram a Agastya que enchesse o oceano com a água novamente, mas o sábio não poderia fazê-lo, pois ele já havia digerido.

 

Devastado, os Devas correram de volta ao Senhor Vishnu buscando ajuda para resolver o novo problema. Vishnu disse a eles que somente os descendentes do rei Sagara poderiam fazer o oceano se encher novamente, então eles precisavam ser pacientes, pois Sagara ainda não tinha filhos.

 

O rei Sagara ansiava por herdeiros, por isso decidiu realizar tapas intensas (austeridades yogues) dedicadas ao deus Shiva, para ganhar a benção de ter filhos.

Ouvindo isso do Divino Protetor, os Devas liderados pelo Senhor Brahma foram ver o Sábio Agastya.

O grande sábio concordou em ajudar os Devas bebendo o oceano. Isso expôs os Asuras, ajudando os Devas a vence-los. Os Devas imploraram a Agastya que enchesse o oceano com a água novamente, mas o sábio não poderia fazê-lo, pois ele já havia digerido.

 

Devastado, os Devas correram de volta ao Senhor Vishnu buscando ajuda para resolver o novo problema. Vishnu disse a eles que somente os descendentes do rei Sagara poderiam fazer o oceano se encher novamente, então eles precisavam ser pacientes, pois Sagara ainda não tinha filhos.

 

O rei Sagara ansiava por herdeiros, por isso decidiu realizar tapas intensas (austeridades yogues) dedicadas ao deus Shiva, para ganhar a benção de ter filhos.

O Senhor Shiva respondeu, aparecendo ao rei Sagara e suas duas esposas. Shiva ficou satisfeito com sua devoção e concedeu o benefício.

 

Por essa benção, Keshini (sua primeira esposa), deu à luz um filho e Sumati (segunda esposa) deu à luz aos 60.000 filhos. Enquanto os 60.000 filhos de Sumati cresceram conscientes de seu status real, o filho de Keshini, Asamanja, era um príncipe perverso. No entanto, Asamanja foi o único filho que teve um filho, Amsuman. Ele era o oposto de seu pai, forte e corajoso como seus tios, também bondoso e amoroso.

 

Então o rei Sagara decidiu realizar o grande Ashwamedha Yajna: é um ritual de sacrifício de um cavalo/garanhão.

Utilizado pelos antigos reis indianos para provar a sua soberania imperial: um cavalo acompanhado por guerreiros do rei seria lançado para passear por um período de um ano. No território atravessado pelo cavalo, qualquer rival pode contestar a autoridade do rei, desafiando os guerreiros que o acompanham. Depois de um ano, se nenhum inimigo tinha conseguido matar ou capturar o cavalo, o animal seria guiado de volta para a capital do rei. Seria então sacrificado, e o rei iria ser declarado como um soberano poderoso e indiscutível, ganhando as bênçãos dos deuses.

 

Mas Indra, o rei de Devas, suspeitava que sua própria posição seria ameaçada pelo Ashwamedha Yajna, de Sagara, então Indra roubou o cavalo e amarrou-o a uma árvore no ashram de Sage Kapila. Quando o cavalo não retornou, o rei Sagara ordenou que seus 60.000 filhos o encontrassem.

Depois de uma longa busca, encontraram o cavalo no ashram de Sage Kapila e acusaram Sage Kapila de roubar o cavalo.

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Irritado por sua audácia, o poderoso sábio abriu seu terceiro olho e queimou todos eles a cinzas, amaldiçoando suas almas para ficarem presos no mundo sem libertação e sem céu.

 

Quando seus 60.000 tios não retornaram, Amsuman foi em busca deles e do cavalo. Encontrando o cavalo no ashram de Sage Kapila, ao contrário de seus tios, Amsuman saudou o sábio com grande respeito e perguntou sobre seus tios.

 

Ao descobrir o que havia acontecido, lamentando, ele pediu ao sábio uma maneira de libertar as almas de seus tios e enviá-las para o céu. O sábio respondeu que o único caminho seria trazer Ganga à terra e fazê-la tocar as cinzas, purificando assim suas almas. Kapila permitiu que Amsuman levasse o cavalo de volta com ele, porque Amsuman era paciente e justo. Amsuman disse ao rei Sagara, seu avô, sobre o destino dos tios e o remédio dado pelo próprio Sage Kapila.

 

Por muitos anos, o rei Sagara, Amsuman e seu filho Dilipa tentaram, mas não conseguiram, trazer Ganga à Terra.

Dia e noite, o pensamento do destino dos 60.000 príncipes atormentava todos eles. O filho de Dilipa, Bhagiratha fez um voto no leito de morte de seu pai que ele não subiria ao trono até que ele trouxesse Ganga para a Terra.

Bhagiratha fez tapas e meditação severas por vários anos, dedicando-os ao Senhor Brahma.

Satisfeito com os esforços de Bhagiratha, o Senhor Brahma apareceu diante dele e concedeu-lhe o benefício de trazer Ganga de volta à Terra.

 

Ele também disse que Bhagiratha precisaria da ajuda do Senhor Shiva para suavizar a queda de Ganga na terra, já que ninguém mais seria capaz de suportar a força de sua descida do céu.

Ouvindo isso, Bhagiratha realizou muitos anos de tapas e meditação, dedicados ao Senhor Shiva.

Então, o Senhor Shiva apareceu e concordou em receber Ganga em sua descida à terra. Mas Shiva advertiu Bhagiratha, que Ganga deveria ser conduzida apropriadamente na terra, pois ela está acostumada a fluir em qualquer lugar por sua própria vontade.

 

Depois de todos os grandes esforços de Bhagiratha, finalmente Ganga começou a descer à terra. Sendo voluntariosa e poderosa, ela decidiu que iria descer em uma torrente e varrer tudo em seu caminho. Shiva previu sua intenção e a aprisionou em seu cabelo emaranhado, deixando-a apenas fluir para a terra após o pedido de Bhagiratha.

Foto via vijayagalagali.blogspot.com

Quando Ganga começou a fluir como um rio na terra, Bhagiratha conduziu-a ao ashram de Sage Kapila. Quando Ganga foi novamente santificada pelos cabelos do Senhor Shiva, a caminho do ashram de Sage Kapila, ela lavou todos os pecados das pessoas que ela tocava.

Foto via indianetzone.com

Maha Ganga (Grande Ganga) fluiu então sobre as cinzas dos filhos de Sagara, purificando-os e liberando-os para irem para o céu.

E então chegou ao leito do oceano, enchendo-o novamente. 

Desde que ela foi trazida de volta à terra pela grande penitência de Bhagiratha, Ganga também é conhecida como Bhagirathi e Maha Ganga!!

 

Seu corpo terreno, ainda hoje, flui como um grande rio.... e como Ela, segue purificando e nutrindo à todos que vêm ao seu encontro.

Quando Brahma concedeu o benefício que a trouxe de volta à terra, ela resistiu, pois iria coletar tantos pecados e impurezas das milhões de pessoas que se banhariam nela.

 

Shiva então a prometeu, que ela seria libertada do peso desses fardos no momento em que um Grande Ser entrasse em suas águas.

Por Nirooshitha Sethuram e tradução livre por Lu Guimarães